"BOCA NO TROMBONE"
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Lei e educação
No Município quem faz as leis são os vereadores e o Prefeito sanciona ou veta.
No Estado quem faz as leis são os Deputados Estaduais que compõem a Assembléia Legislativa e o Governador sanciona ou veta a lei.
No País quem faz as leis são os Deputados Federais e os Senadores, que compõem o Congresso Nacional e estas leis federais devem ser aprovadas nas duas casas (Câmara Federal e Senado), ou seja, se um projeto de lei tem início no Senado, depois de aprovado vai para a Câmara Federal aprovar também, e vice-versa, só depois vai para o Presidente sancionar ou vetar.
Aí começa outra história...
Quem deveria obedecer as leis? Todo mundo.
Quem obedece? Quase ninguém.Falta de respeito, educação etc.
Educação, de onde vem? De casa.
Os pais não estão tendo tempo de educar seus filhos, isso é falta de amor; alguns acham mesmo que a educação deve ser dada na escola, isso é falta de informação, responsabilidade etc.
Solução?
Estou começando a pensar que as escolas deveriam ser em regime de internato e os alunos deveriam ser disciplinados com o rigor do exército. Aos dezesseis anos o cara já deveria ser responsabilizado pelos seus atos, podendo então, ficar na CADEIA. Aplicar a lei verdadeiramente para todos e não só para os que não podem pagar um bom advogado. Lugar de assassino e ladrão é a prisão e não convivendo com pessoas de bem. Se não for assim, pra que lei?
sábado, 10 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Educação e política
Ano de eleições. Eu havia pensado em ser candidata e olhar um pouco a Educação, mas qual o quê, os eleitores estão mais preocupados com o imediato: contas de luz e água, remédios etc. Canso de ouvir à noite os eleitores acordando meu vizinho, que é vereador, a fim de pedir "ajuda".
Será que ele vai ter que se mudar para garantir algum sossego?
Mas sem perder o foco rsrsrs...
Se eu fosse lutar pela Educação começaria talvez lutando contra o poder. Será que quem não teve gostaria que outros tivessem? Pra quê? Pra pensar demais e derrubá-los? Filhos de políticos estudam em escolas públicas? Então? Precisa dizer mais?
Manter as coisas como estão, essa é a ordem natural. Ademais, seria um investimento a longuíssimo prazo, já que os pais estão prontos, teríamos que começar lá no antigo "jardim de infância", termo esse que já nem sei se é usado mais. Mexem tanto em nomes e experimentam tantos métodos, sem ainda terem descoberto qual seria o certo, que a gente se perde no "palavrório". Se bem que para os políticos o certo não seria o mais viável.
Penso também que talvez seja de grande proveito criar uma lei de "reciclagem de pais", seria o que o professor faz pra se manter em dia com a educação. Assim aprenderiam que educação começa em casa, vem do berço, os pais é que dão etc, estas coisinhas básicas que eles não estão mais tendo tempo de fazer e acham que a obrigação é dos professores.
Mas uma coisa eu acho de primeira grandeza nesta constelação de idéias que me vêm surgindo enquanto penso nos pais e nos filhos em quem não se pode mais encostar as mãos para dar um leve corretivo: EU LUTARIA FEROZMENTE PARA ACABAR COM ESSE 'CONSELHO TUTELAR' E AINDA MAIS MONSTRUOSAMENTE PARA EXTIRPAR O TAL 'DIREITOS HUMANOS'.
Além do mais eu estudei muito para ser professora, para política seria desnecessário.
Assim acho melhor não me candidatar a nada.
Será que ele vai ter que se mudar para garantir algum sossego?
Mas sem perder o foco rsrsrs...
Se eu fosse lutar pela Educação começaria talvez lutando contra o poder. Será que quem não teve gostaria que outros tivessem? Pra quê? Pra pensar demais e derrubá-los? Filhos de políticos estudam em escolas públicas? Então? Precisa dizer mais?
Manter as coisas como estão, essa é a ordem natural. Ademais, seria um investimento a longuíssimo prazo, já que os pais estão prontos, teríamos que começar lá no antigo "jardim de infância", termo esse que já nem sei se é usado mais. Mexem tanto em nomes e experimentam tantos métodos, sem ainda terem descoberto qual seria o certo, que a gente se perde no "palavrório". Se bem que para os políticos o certo não seria o mais viável.
Penso também que talvez seja de grande proveito criar uma lei de "reciclagem de pais", seria o que o professor faz pra se manter em dia com a educação. Assim aprenderiam que educação começa em casa, vem do berço, os pais é que dão etc, estas coisinhas básicas que eles não estão mais tendo tempo de fazer e acham que a obrigação é dos professores.
Mas uma coisa eu acho de primeira grandeza nesta constelação de idéias que me vêm surgindo enquanto penso nos pais e nos filhos em quem não se pode mais encostar as mãos para dar um leve corretivo: EU LUTARIA FEROZMENTE PARA ACABAR COM ESSE 'CONSELHO TUTELAR' E AINDA MAIS MONSTRUOSAMENTE PARA EXTIRPAR O TAL 'DIREITOS HUMANOS'.
Além do mais eu estudei muito para ser professora, para política seria desnecessário.
Assim acho melhor não me candidatar a nada.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Abandono... (parece até nome de poesia)
Acho que os moradores do bairro José Brandão estão meio que esquecidos pela CEMIG ou pela prefeitura.
Andando por lá a noite a gente passa por algumas escuridões: o novo ponto de taxi fica no escuro, a praça assume um ar romântico com a penumbra, alguns postes apagam e acendem como se fossem luzes de Natal.
Se temos que pegar o ônibus melhor procurar um lugar bem iluminado, cadê? Encontrar um motorista que não pense estar numa corrida, difícil.
Os motoristas comuns adoram descer a avenida "zunando"...como falávamos quando crianças.
E a taxa de iluminação pública?
Vai me dizer que eles não pagam?
Andando por lá a noite a gente passa por algumas escuridões: o novo ponto de taxi fica no escuro, a praça assume um ar romântico com a penumbra, alguns postes apagam e acendem como se fossem luzes de Natal.
Se temos que pegar o ônibus melhor procurar um lugar bem iluminado, cadê? Encontrar um motorista que não pense estar numa corrida, difícil.
Os motoristas comuns adoram descer a avenida "zunando"...como falávamos quando crianças.
E a taxa de iluminação pública?
Vai me dizer que eles não pagam?
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A coisa tá preta!
A ponte sobre o Rio das Velhas quebrou e os ônibus de Caeté estão passando ou por Sabará ou por Santa Luzia. Quanto a isso não tem jeito.
Mas acontece que os que vão por Sabará estão correndo demais, e colocando as vidas dos passageiros em risco. Porquê será? Eles (os motoristas) seriam incapazes de perceber o perigo da estradinha ou confiam demais em si mesmos? Os outros (Saritur) não teriam feito uma reunião com esses profissionais a fim de prepará-los e preveni-los sobre as consequências de sua irresponsabilidade?
E os que passam por Santa Luzia?
Mesmíssima coisa, só que eles correm por achar que estão sempre atrasados. Ou será que estão sendo orientados para isso?
E a rodoviária está sempre cheia! Não seria o caso de ter mais horários?
O fato é que se acontecer um acidente por uma ou outra estrada, será uma grande tragédia, aliás, anunciada.
Mas acontece que os que vão por Sabará estão correndo demais, e colocando as vidas dos passageiros em risco. Porquê será? Eles (os motoristas) seriam incapazes de perceber o perigo da estradinha ou confiam demais em si mesmos? Os outros (Saritur) não teriam feito uma reunião com esses profissionais a fim de prepará-los e preveni-los sobre as consequências de sua irresponsabilidade?
E os que passam por Santa Luzia?
Mesmíssima coisa, só que eles correm por achar que estão sempre atrasados. Ou será que estão sendo orientados para isso?
E a rodoviária está sempre cheia! Não seria o caso de ter mais horários?
O fato é que se acontecer um acidente por uma ou outra estrada, será uma grande tragédia, aliás, anunciada.
quarta-feira, 16 de março de 2011
TEMPOS MODERNOS (escolares)
Nas escolas públicas de hoje, onde o aluno na maioria das vezes está certo, e o professor nem sempre encontra apoio da direção para aquilo que deseja fazer no desenvolvimento do seu trabalho, seguindo regras ditadas por quem, geralmente , não está em sala de aula, torna-se cada dia mais difícil trabalhar com amor e dedicação, uma das coisas que torna um professor, PROFESSOR.
Ora, nós mais maduros estudamos em escolas mais completas, talvez por isso sejamos também mais exigentes que os professores mais novos, como temos onde buscar comparação (memória), comparamos e nos surpreendemos. Onde foi que se perdeu a educação? Quando os pais pararam de apoiar o trabalho do “mestre” e deram razão para o filho sem que ele tivesse? Que futuro tem um país que daqui a 10 ou 15 anos estará nas mãos destes alunos de hoje?
Talvez você pense, não estará, estará nas mãos dos que estudam em escolas particulares...
Minha tristeza mora aí: não estou preparando sujeitos pensantes, não estou educando um futuro político respeitável e talvez honesto, por inúmeros motivos estou preparando a força bruta para o trabalho que vem vindo.
Talvez alguns cheguem a faculdade, mas qual delas? Porque a Federal fica para os “bem estudados”, com sorte algum chega lá pelas “cotas”.
O “querer” do professor “que quer” é muitas vezes solitário, os pais também parecem não pensar no futuro. É até compreensível: a vida está difícil, eles não podem seguir de perto o desenvolvimento do filho, vivem do imediato e pensam que talvez seja melhor deixar para os professores mais essa carga, afinal, “é para isso que eles ganham”.
É um pensar inocente de que tudo está no agora, como aquela sensação que se tem aos 18 anos, não se imagina nem de longe que os 40 poderão chegar.
Me bateu uma nostalgia, quem diria!!!
Saudades de Ivone, Luzia, Jorginho, e de minha avó que me castigava quando eu não me comportava bem na escola porque ela achava, vejam só, que a educação era importante para o meu futuro, ela que nunca passou do antigo terceiro ano primário, e que foi professora lá na roça.
Ora, nós mais maduros estudamos em escolas mais completas, talvez por isso sejamos também mais exigentes que os professores mais novos, como temos onde buscar comparação (memória), comparamos e nos surpreendemos. Onde foi que se perdeu a educação? Quando os pais pararam de apoiar o trabalho do “mestre” e deram razão para o filho sem que ele tivesse? Que futuro tem um país que daqui a 10 ou 15 anos estará nas mãos destes alunos de hoje?
Talvez você pense, não estará, estará nas mãos dos que estudam em escolas particulares...
Minha tristeza mora aí: não estou preparando sujeitos pensantes, não estou educando um futuro político respeitável e talvez honesto, por inúmeros motivos estou preparando a força bruta para o trabalho que vem vindo.
Talvez alguns cheguem a faculdade, mas qual delas? Porque a Federal fica para os “bem estudados”, com sorte algum chega lá pelas “cotas”.
O “querer” do professor “que quer” é muitas vezes solitário, os pais também parecem não pensar no futuro. É até compreensível: a vida está difícil, eles não podem seguir de perto o desenvolvimento do filho, vivem do imediato e pensam que talvez seja melhor deixar para os professores mais essa carga, afinal, “é para isso que eles ganham”.
É um pensar inocente de que tudo está no agora, como aquela sensação que se tem aos 18 anos, não se imagina nem de longe que os 40 poderão chegar.
Me bateu uma nostalgia, quem diria!!!
Saudades de Ivone, Luzia, Jorginho, e de minha avó que me castigava quando eu não me comportava bem na escola porque ela achava, vejam só, que a educação era importante para o meu futuro, ela que nunca passou do antigo terceiro ano primário, e que foi professora lá na roça.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
As frustadas carteiras (Texto de 2010)
Agora olha pro cê vê!
Sábado passado, 22 de maio, foi dia de banca do DETRAN aqui na cidade. Platéias...milhares. E torcida familiar pra um, indiferença pra outro, inveja de outro... Normal. O que não é normal é o jeito que esses examinadores se comportam em relação aos candidatos. Gente! Eles chegam a ser bobos ao querer evidenciar o “vacilo” do outro! Teve um que fez o rapaz descer do carro para ver o que tinha feito, e ele só tinha cometido aquele erro, provavelmente, devido ao nervosismo gerado nele pelo próprio examinador que devia estar com raiva de alguma coisa, ou será ele mal educado e mal humorado o tempo todo, ou ainda estava só se mostrando para o colega do banco de trás que com certeza aprovava aquele comportamento deprimente, já que sorria com as palhaçadas do companheiro.
Olha, eu sempre pensei em fazer uma pesquisa a respeito da sensação de poder que cada um experimenta conforme a sua personalidade (não sei se é esta a palavra). O poder quase sem limites de um juiz, o poder outorgado e às vezes mal usado de um policial, o poder, vejam só, de um porteiro, que às vezes nos faz tantas perguntas antes de abrir uma porta que deveria já estar aberta à nossa chegada, que ficamos pensando se não estamos diante de um inquisitor!
Um amigo ponderou diante da minha perplexidade: “Cida, pensa só: o cara sai cedo de casa, num sábado, para vir examinar esse pessoal aqui, eles já devem chegar machos! Vem pensando mesmo é em ferrar com esse pessoal que tá aqui tirando o sossego deles nos finais de semana.”
Aceitei esse argumento. Afinal, num país onde um grupo de policiais espanca um inocente até a morte na frente da mãe...outro atira num inocente e nada acontece...onde a moda entre políticos é receber propina...rico não fica preso...um homem é preso por retirar cascas de uma árvore para fazer remédio para sua mulher, mas nada acontece com um fazendeiro que devasta milhares de hectares da floresta Amazônica para plantar soja. Então porque um pobrezinho de um examinador não teria o direito de acabar com a alegria de jovens que pagam o que não têm para tentar tirar uma carteira e poder trabalhar, já que estes mesmos jovens, nervosos pelo momento e humilhados pelo profissional, estão ali, culpados, julgados e condenados pelo delito de fazer acordar e deixar a família num dia de sábado, um excelente profissional como esses que aqui vieram?
Que isso! Palmas para os examinadores do DETRAN.
“ O que mais me preocupa não é o grito dos violentos,
Nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter,
nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”
Martin Luther King
Sábado passado, 22 de maio, foi dia de banca do DETRAN aqui na cidade. Platéias...milhares. E torcida familiar pra um, indiferença pra outro, inveja de outro... Normal. O que não é normal é o jeito que esses examinadores se comportam em relação aos candidatos. Gente! Eles chegam a ser bobos ao querer evidenciar o “vacilo” do outro! Teve um que fez o rapaz descer do carro para ver o que tinha feito, e ele só tinha cometido aquele erro, provavelmente, devido ao nervosismo gerado nele pelo próprio examinador que devia estar com raiva de alguma coisa, ou será ele mal educado e mal humorado o tempo todo, ou ainda estava só se mostrando para o colega do banco de trás que com certeza aprovava aquele comportamento deprimente, já que sorria com as palhaçadas do companheiro.
Olha, eu sempre pensei em fazer uma pesquisa a respeito da sensação de poder que cada um experimenta conforme a sua personalidade (não sei se é esta a palavra). O poder quase sem limites de um juiz, o poder outorgado e às vezes mal usado de um policial, o poder, vejam só, de um porteiro, que às vezes nos faz tantas perguntas antes de abrir uma porta que deveria já estar aberta à nossa chegada, que ficamos pensando se não estamos diante de um inquisitor!
Um amigo ponderou diante da minha perplexidade: “Cida, pensa só: o cara sai cedo de casa, num sábado, para vir examinar esse pessoal aqui, eles já devem chegar machos! Vem pensando mesmo é em ferrar com esse pessoal que tá aqui tirando o sossego deles nos finais de semana.”
Aceitei esse argumento. Afinal, num país onde um grupo de policiais espanca um inocente até a morte na frente da mãe...outro atira num inocente e nada acontece...onde a moda entre políticos é receber propina...rico não fica preso...um homem é preso por retirar cascas de uma árvore para fazer remédio para sua mulher, mas nada acontece com um fazendeiro que devasta milhares de hectares da floresta Amazônica para plantar soja. Então porque um pobrezinho de um examinador não teria o direito de acabar com a alegria de jovens que pagam o que não têm para tentar tirar uma carteira e poder trabalhar, já que estes mesmos jovens, nervosos pelo momento e humilhados pelo profissional, estão ali, culpados, julgados e condenados pelo delito de fazer acordar e deixar a família num dia de sábado, um excelente profissional como esses que aqui vieram?
Que isso! Palmas para os examinadores do DETRAN.
“ O que mais me preocupa não é o grito dos violentos,
Nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter,
nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”
Martin Luther King
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