Agora olha pro cê vê!
Sábado passado, 22 de maio, foi dia de banca do DETRAN aqui na cidade. Platéias...milhares. E torcida familiar pra um, indiferença pra outro, inveja de outro... Normal. O que não é normal é o jeito que esses examinadores se comportam em relação aos candidatos. Gente! Eles chegam a ser bobos ao querer evidenciar o “vacilo” do outro! Teve um que fez o rapaz descer do carro para ver o que tinha feito, e ele só tinha cometido aquele erro, provavelmente, devido ao nervosismo gerado nele pelo próprio examinador que devia estar com raiva de alguma coisa, ou será ele mal educado e mal humorado o tempo todo, ou ainda estava só se mostrando para o colega do banco de trás que com certeza aprovava aquele comportamento deprimente, já que sorria com as palhaçadas do companheiro.
Olha, eu sempre pensei em fazer uma pesquisa a respeito da sensação de poder que cada um experimenta conforme a sua personalidade (não sei se é esta a palavra). O poder quase sem limites de um juiz, o poder outorgado e às vezes mal usado de um policial, o poder, vejam só, de um porteiro, que às vezes nos faz tantas perguntas antes de abrir uma porta que deveria já estar aberta à nossa chegada, que ficamos pensando se não estamos diante de um inquisitor!
Um amigo ponderou diante da minha perplexidade: “Cida, pensa só: o cara sai cedo de casa, num sábado, para vir examinar esse pessoal aqui, eles já devem chegar machos! Vem pensando mesmo é em ferrar com esse pessoal que tá aqui tirando o sossego deles nos finais de semana.”
Aceitei esse argumento. Afinal, num país onde um grupo de policiais espanca um inocente até a morte na frente da mãe...outro atira num inocente e nada acontece...onde a moda entre políticos é receber propina...rico não fica preso...um homem é preso por retirar cascas de uma árvore para fazer remédio para sua mulher, mas nada acontece com um fazendeiro que devasta milhares de hectares da floresta Amazônica para plantar soja. Então porque um pobrezinho de um examinador não teria o direito de acabar com a alegria de jovens que pagam o que não têm para tentar tirar uma carteira e poder trabalhar, já que estes mesmos jovens, nervosos pelo momento e humilhados pelo profissional, estão ali, culpados, julgados e condenados pelo delito de fazer acordar e deixar a família num dia de sábado, um excelente profissional como esses que aqui vieram?
Que isso! Palmas para os examinadores do DETRAN.
“ O que mais me preocupa não é o grito dos violentos,
Nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter,
nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”
Martin Luther King
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