segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Futebol ou vale tudo?

Como mãe não posso deixar de comentar esse fato triste que ocorreu no Poliesportivo na quarta-feira passada.
Não dá pra saber o que se passa na cabeça de uma pessoa num momento que deveria ser apenas de discordância num jogo, e esse somente uma forma de disputa amigável onde torcedores vão defender com gritos, vaias e aplausos, o time do bairro onde moram. Tive o desprazer de assistir uma cena triste que mostrou de que pode ser feito cada ser humano quando não consegue segurar a sua ira. Um jogador do time do Bonsucesso agrediu um colega e avançou como um animal selvagem sobre o árbrito, derrubando-o e chutando-o enquanto este permanecia caído no chão.
Foi um momento revelador. Espero sinceramente que a mãe do rapaz agredido não tenha assistido aquela cena deplorável. Como é que pode uma pessoa perder o controle a ponto de agredir outra pessoa que não lhe fez nada a não ser punir por uma falta cometida. Talvez algum torcedor fanático diga: “_ mas não foi falta!”
Então eu digo: “_ Nada no mundo justifica a violência.”
Qual a função do árbrito? Qual a obrigação dos jogadores?
Quero dizer aos pais que nossos filhos estão precisando mais de nós do que nunca. Não sei onde erramos quando os criamos. Tenho certeza que nós mães tentamos acertar sempre. É uma infelicidade ver os jovens nessa condição. A maioria está mal educada e justifica atitudes como essa desse jogador.
Acho que a solução está na união de pais e escolas caminhando juntos para ensinar aos meninos e meninas a disciplina, o respeito aos semelhantes, à natureza, às leis (mesmo que a justiça seja falha) para que eles não se tornem seres brutais. Bons pais não desejam ver os seus filhos envolvidos em disputas cruéis.
Quando uma pessoa agride a outra os dois perdem. O agredido sente às vezes a dor física e a humilhação (e se os dois forem do mesmo naipe, a coisa pode terminar em tragédia). Mas o agressor é que perde mais. Ele perde a credibilidade, o respeito dos amigos se torna algo que se aproxima do medo, o companheiro percebe que ainda não o conhecia e as pessoas que tiveram a infelicidade de assistir a agressão saem fazendo seus comentários contra ou a favor, mas, ao amadurecerem a idéia, condenarão o agressor.

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